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Capítulo 5 - Mistério

Ami estava em frente ao fogão apoiada com as mãos no mesmo enquanto a água fervia na caneca, enquanto Claire e eu trocávamos algumas carícias e palavras românticas. Mesmo entretido com ela, eu não pude deixar de notar o olhar distante e triste de Ami, observando o sol se por entre as montanhas de Kamarugo - os primeiros sinais da escuridão começavam a aparecer - e os pássaros voando pelo céu de volta aos seus ninhos, dando seus últimos cantos do dia. Claire desentrelaçou suas mãos das minhas e repousou sua cabeça em meu ombro, suspirando com um sorriso meigo ainda imóvel em seu rosto. Ami sacudiu a cabeça como que para se livrar dos pensamentos que a deixavam naquele estado e girou o botão do fogão, desligando o fogo que fervia a água para o café.
- Vocês vão passar a noite aqui hoje. - Ordenou ela enquanto pegava uma faca afiada para abrir o saco de café em pó.
- Mas eu prometi para a minha mãe que passaríamos a noite com ela e com meu pai. - Repliquei.
- Ótimo, então Claire ficará comigo e você pode ir para a casa de seus pais. - Claire desencostou sua cabeça de mim e endureceu sua coluna, tentando compreender a mãe. - Afinal, estou morrendo de saudades dela. - Continuou ela abrindo um sorriso alegre e espontâneo que fez todas suas rugas explodirem em seu rosto, como se isso fosse disfarçar o que ela realmente queria. O que nenhum de nós dois sabíamos o que realmente era.
- Tudo bem, mãe. Eu fico com você hoje, ainda quero ver meu pai e Hideki precisa ir daqui a pouco.
- Não. - Interrompi - Eu vou ficar com você, amor. - Passei meu braço em suas costas e olhei para Ami - Vou ligar para os meus pais, acho que eles não vão se importar, vocês são vizinhos mesmo.
- Ótimo, acho melhor assim. - A Sra.Kinoshita terminara de preparar o café e o depositou em uma cafeteira cuidadosa e lentamente. Abriu uma gaveta no balcão e apanhou uma toalha branca, estendendo ela sobre a mesa.
- Onde dormiremos, mãe? Ainda tem o meu quarto aqui?
- Não, meu anjo. O seu quarto virou um depósito de bugigangas do seu pai. - Respondia ela enquanto pegava um pote grande de bolachas doces no armário. - Parece que pegou mania de colecionar tralhas depois de velho. - Revirou os olhos bufando, colocando o pote sobre a mesa.
- Aliás, aonde é que ele está mesmo? - Me intrometi descaradamente no assunto.
- Ele está... Ele está com os amigos. - Ela abriu a sacolinha onde coloquei as cerejas e as despejou em um pote pequeno de vidro, colocando elas na geladeira. - Vocês podem dormir no sofá da sala, é pequeno, mas como está frio não vai ser um problema vocês dormirem apertadinhos. - Percebi que mudou de assunto rapidamente. Ela soltou uma risadinha maliciosa e Claire colocou a mão na testa, suspirando um pouco envergonhada.
- Ai, mãe! Como a senhora é, hein? - As duas começaram a rir juntas e eu me envolvi nessa, mas na verdade eu não estava rindo, estava preocupado.
O véu negro da noite acabara de recair. Ela e eu estávamos deitados em um sofá velho de couro marrom assistindo à um programa de videoclipes - a televisão estava em péssimas condições, por isso eu nem estava prestando muita atenção, o que valia era estar junto de Claire -, cobertos com uma manta bege e confortável. Coloquei minha mão suavemente em sua barriga e puxei-a mais junto do meu corpo, encostando meus lábios em seu cangote. Seus olhos estavam começando a pesar e desliguei a televisão, relaxando meu corpo e grudando meus olhos.
Comecei a pensar em todos os fatos que estavam cercando a cidade. Primeiramente a velhota misteriosa que aparecia e sumia, o que me deixava com muito medo, era como se ela pudesse se teleportar ou entrar em uma espécie de portal dimensional, ou então era apenas um espírito - o que era um pouco comum aqui. Depois Manami, a florista que perdeu toda sua família em um acidente e caiu em depressão psiquiátrica forte, mas parece que isso não foi um problema, pois dias depois parecia estar curada e mais feliz do que o normal. Além disso, a viúva envelhecera precocemente em míseros dez anos, e mesmo estando se demonstrando feliz, estava mergulhada e perdida em uma profunda tristeza e arrependimento.
Claro, os homens da cidade que fugiam como presas de seu predador. Ainda era um mistério para mim, eram muitos. Eram mais ou menos quinze. E um deles havia sido raptado. Acabei decidindo que logo pela manhã, assim que o sol desse as caras eu iria à delegacia da cidade e denunciaria. Providências quanto àquilo deveriam ser tomadas. Não poderia cruzar meus braços e continuar assistindo pessoas sendo perseguidos sabe lá pelo quê.
O interruptor da sala fez um "clique" e a luz se acendeu, penetrando em minhas pálpebras rapidamente, o que fez abrir meus olhos. Levantei apenas meu tronco apoiando minha mão direita no braço do sofá e, com a esquerda, fiz uma concha para proteger os meus olhos da luz, acima das sobrancelhas e, com dificuldade, percebi que a figura que estava em pé ao lado da porta era Daisuke, o senhor da família Kinoshita, o pai de Claire. Meu sogro. Seus olhos fixaram-se nos meus e um sorriso lentamente foi aflorando em sua boca, seus dentes eram brancos como a neve e por isso eu costumava chamá-lo de Yuki, que quer dizer neve. A pele enrugada e o cabelo grisalho não mudaram desde a última vez que o vi. Era um grande amigo meu, talvez, o meu melhor amigo. Por um breve momento seus olhos correram em direção a filha, mas logo voltaram para mim. Estavam arregalados e mais pretos do que nunca, enquanto tirava suas sandálias para entrar em casa. Me ergui mais um pouco tomando cuidado para não incomodar o sono de Claire e me retirei do sofá, ficando em pé em frente do mesmo - esticando o meu corpo discretamente - com minha bermuda azul-marinho de dormir. Somente de bermuda, o que era um tanto que constrangedor. Seus braços se levantaram lentamente e logo sua voz estrondosa ecoou pelo ambiente:
- Meu rapaz! Mas que surpresa! - Me aproximei dele mais um pouco e o abracei, sentindo toda sua positividade correr em meu corpo. Naquele momento, ao sentir toda essa sensação, me perguntei por que eu ficara mais feliz e confortável em me reencontrar com Daisuke do que com meus próprios pais.
- Como você está, Yuki? É bom vê-lo novamente!
- Estou velho demais, meu filho. Para ser sincero já estou fazendo hora extra na Terra. Mas na verdade ainda tenho muito o que fazer, e só vou partir quando tudo estiver no lugar. - Ainda com o sorriso no rosto, sua mão larga, e ao mesmo tempo frágil, repousou em meu ombro. Era bastante bonito e grande para um senhor de setenta e poucos anos. Ele olhou para Claire e sorriu discretamente, dando um suspiro.
- Quando tudo estiver no lugar?
- Sim.
- O que você precisa resolver?
- Bem, meu filho... Isso pode te deixar um pouco assustado, mas eu e a mãe de Claire...
- Daisuke! Você chegou! Estava começando a ficar preocupada! - Ami apareceu na sala interrompendo completamente o que Daisuke dizia.
- Ami, você sabe que meu trabalho é estressante. E olá para você também. - Respondeu ele.
- Mas você não estava com seus amigos? - Mais uma vez me intrometi em assuntos familiares.
- Eu? - Ele olhou para Ami que lhe balançou a cabeça positivamente. Óbvio que era mentira. - Sim... É, eu estava! Estava jogando poker!
- O seu trabalho deve ser estressante mesmo, hein? Você chega a pensar que está trabalhando enquanto se diverte. - Disse isso rindo, fingindo acreditar na mentira descarada dos dois. Ami e ele se entreolharam e sorriram para mim.
- Preciso de um banho quente e relaxante. Se me dão licença, preciso ir. - Disse Daisuke.
- Eu já aqueci a água da banheira, querido.
- Obrigado, Ami. Boa noite, Hideki. - Ele deu meia volta e seguiu pelo corredor em direção ao seu quarto.
- Ele praticamente está a mesma coisa desde a última vez que o vi. - Comentei.
- É verdade, ele é um homem bastante forte.
- Antes de você entrar ele ia me contar algo sobre você e ele, e que poderia me deixar um pouco assustado de início. - Tomei coragem e retomei aquele assunto, eu estava curioso demais. Ela paralisou e fechou sua mão com força, um pouco nervosa.
- Hideki, eu estou cansada. Conversamos sobre isso amanhã, ok? Os três. - Ela sorriu amigavelmente - Boa noite!
- Boa noite, Ami. - Enquanto ela ia para o quarto, eu apagava as luzes e me deitava novamente no sofá com Claire, impaciente.
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Capítulo 4 - Pesadelo ou Premonição?

Tudo estava no lugar, a casa estava limpa - apesar de velha - e nada de anormal por enquanto. Andamos um pouco pelo hall, o silêncio era absoluto, nem mesmo nossos passos escutávamos direito. Ela estava um pouco escura e eu não sabia onde estavam os interruptores, então continuei andado cuidadosamente. Claire estava extremamente preocupada, grudada em meu corpo e tremendo feito uma criança de cinco anos assistindo a um filme de horror. Passei um braço em sua cintura e a apertei em meu corpo demonstrando que enquanto eu estivesse por perto, ela estava segura.
- Acalme-se, amor...
Andamos mais um pouco pela casa, até encontrar um corredor com uma porta branca em seu final. Ela estava semi-aberta, e dela saia uma fresta de luz.
- Tem uma porta no final do corredor, a luz de lá está acesa. - Claire apertou meu braço.
- Vamos até lá então... Mas cuidado...
Entramos no corredor e começamos a andar por cima de uma passadeira branca, para abafar mais ainda o som dos nossos passos. As paredes possuiam tons de ferrugem - puxado mais para o vermelho - e era visível que ela estava precisando de uma nova pintura, além de imunda estava descascando. Dezenas de quadros com molduras douradas e alguns artesanatos estranhos a enfeitavam, como se fosse para ofuscar o estado dela, uma tentativa inútil já que o efeito foi o contrário. Ao chegar perto da porta a empurrei devagar, enquanto segurava a cintura de Claire com a outra e ao olhar, percebi que ali era um quarto, provavelmente dos pais dela. Por sorte, o chão era forrado por um carpete extremamente macio, não precisávamos mais nos preocupar com o barulho dos sapatos.
- Onde estamos?
- No quarto dos seus pais. - A soltei e botei minha mão sobre o seu rosto. - Fique aqui, vou dar uma olhada. - Ela se encostou na porta e cruzou os braços. Dentro havia outra porta, esta estava completamente aberta, a luz branca vinha de lá. No chão, bem do lado da cama, um par de chinelos azuis e de pantufas cor-de-rosa. Percebi que a cama estava desarrumada, e um lençol amarelo florido deslizava por ela até tocar o chão, me aproximei e botei minha mão sobre o colchão, estava quente, certamente alguém estava deitado ali havia pouquíssimo tempo.
- Seus pais estão aqui. - Sussurrei.
- Como você sabe, Hideki? - Perguntou ela, suspirando suavemente.
- A cama está toda bagunçada, alguém estava deitado nela.
Meu olhar foi para um pequeno criado-mudo do lado direito da cama com um pequeno porta-retrato preto. Fui até ele com passos curtos e calmos e peguei o retrato em minha mão. Era uma foto de Claire sentada em um balanço feito com pneu, quando ainda era criança. Lembranças começaram a passar pela minha mente, lembranças de uma fase de inocência e aprendizado. Foi nesta fase em que conheci Claire, a fase em que prometi para mim mesmo que sempre a amaria e protegeria.
De repente, um barulho nos chamou a atenção. Um som grave e constante, como se fosse de água chocando-se contra um piso de cerâmica. Coloquei a foto deitada sobre a cama e comecei a seguir este tal barulho, e ao me dar conta, eu já estava dentro de um banheiro - que ficava dentro da tal porta aberta, dentro do quarto -. Eu mal podia enxergar, o vapor d'água me impedia, mas pude ver roupas íntimas de uma mulher jogadas no chão. Saí de lá e fechei a porta, encontrando-me novamente no quarto.
- Sua mãe está no banho, presumo. - Peguei na pequena e fria mão de Claire e a conduzi até a cama, fazendo com que se sentasse.
- Como você sabe que é ela?
- Poxa, fique calma! Quem mais poderia ser? No máximo o seu pai, mas o seu pai não usa camisola, eu acho.
- Idiota. - Ela colocou a mão na boca, tentando esconder a risada que era quase que imperceptível. Andei um pouco pelo quarto e parei em frente a um espelho enorme que havia em frente à cama, do lado da porta. Ajeitei meu cabelo e dei alguns tapas leves em meu rosto, para eu permanecer por mais algum tempo acordado. Bocejei fechando automaticamente meus olhos, levantando meus braços para o alto para esticar meu corpo, ao abri-los novamente vejo pelo espelho Claire ainda sentada na cama - alisando o cabelo -, estiquei um sorriso no canto de meus lábios e a fiquei observando. Ela era perfeita. Parecia até mesmo um anjo de cabelos negros sentada em uma mera cama.
A janela se abriu devagar deixando o vento entrar com força para dentro do quarto, fazendo as cortinas dançarem pelo ar. Claire se assustou e colocou a mão no peito. Em fração de segundos dois seres vestidos de preto saíram debaixo da cama e a agarraram, um ficou sentado em sua barriga enquanto o outro segurava os braços dela, imobilizando-a. Eles usavam uma espécie de máscara branca, feita provavelmente de porcelana. Me virei e pulei sem pensar duas vezes para cima dos dois. Mas um deles percebeu e me empurrou para longe com o braço, arrancando com a outra mão um punhal. Me choquei contra a parede e fiquei jogado no chão. Claire gritava e chorava, debatendo suas pernas. Mas nada eu podia fazer. Eles começaram a rir por eu nem mesmo conseguir proteger o amor da minha vida. Ele ergueu o punhal com as duas mãos para o alto em direção ao peito de Claire, acertando seu coração. O sangue espirrara por toda a parte, e agora, as máscaras brancas estavam tingidas de vermelho. Dei um grito forte e comecei a chorar, foi aí que eu acordei, e percebi que era tudo somente um sonho. Ou melhor. Um pesadelo. Eu ainda estava em frente ao espelho e Claire sentada na cama, cantarolando baixinho. O chuveiro foi desligado e o vapor começou a sair lentamente pela porta, espalhando-se pelo dormitório.
Me aproximei dela arrastando meus pés, eu estava tendo mais uma de minhas tonturas, e logo caí no chão. Pude ouvir ao fundo Claire me chamando, ou melhor, gritando meu nome.
- Claire?! - Era a voz de uma mulher. De uma senhora, melhor dizendo. Eu ainda podia enxergar, porém tudo embaçado, essa mulher estava em frente a porta do banheiro. Então era ela quem estava tomando banho, era a mãe de Claire.
- Mamãe?! - As vozes pareciam estar cada vez se distanciando mais e mais. Até eu desmaiar de vez. A última coisa que eu me lembro de ter visto, foram as duas se aproximando de mim.
Após um tempo indeterminado eu abri meus olhos cuidadosamente, de tanta dor que eu estava sentindo. Eu estava deitado na cama de casal com a cabeça apoiada em dois enormes e macios travesseiros, coberto pelo mesmo lençol amarelo florido ridículo que havia visto. Estiquei meus braços com dificuldade e bocejei, sentando-me na beirada da cama.
- Ele vai ficar bem, querida.
- Eu sei, mãe! Mas não é normal ele desmaiar, não com uma simples tontura. -
Claire e Ami, sua mãe, conversavam da cozinha. Me levantei e praticamente arrastei meus pés até a porta que estava encostada, abrindo-a. Segui até a cozinha e me juntei com as duas, as quais ficaram me encarando estranhamente.
- Você está bem, Hideki? - Me perguntou Ami
- Acho que sim. Só minha cabeça que está doendo um pouco. - Mentira, meu corpo inteiro estava doendo, mas não queria deixá-las mais preocupadas.
- Você me deu um susto! - Claire me abraçou com força, me fazendo gemer de dor, logo me surpreendendo com um toque de lábios. Alisei seu rosto e puxei-o para mais perto, sussurrando: "Você quem me deu um susto". Ela me olhou confusa e sorriu. Ami colocou a mão em meu ombro e me virou em sua direção.
- Agora me dê um abraço rapazinho! - Ela ergueu seus braços e fez um gesto com as mãos para eu abraçá-la. Meio que sem jeito eu a abracei. - Agora me prometa não desmaiar mais feito uma velha reumática! - Enquanto Claire ria, eu não sabia onde me enfiar de vergonha, analisando melhor, foi realmente uma atitude constrangedora, mas... não pude fazer nada para impedir que acontecesse.
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Capítulo 3 - Oto-San! Oka-San! ( Pai! Mãe!)

Claire ligou o rádio em sua estação preferida - de música clássica -, e encostou sua cabeça no banco, como de costume, fechando os olhos. O sol estava começando a se por e as primeiras estrelas começaram a aparecer. Minha cabeça não parava de pensar no que poderia estar acontecendo com Manami, mas eu tinha a certeza de que aquela senhora idosa que eu havia visto na cidade e logo após em frente a floricultura tinha alguma ligação.
Saímos da estradinha de terra e continuamos a seguir a rua de antes, até cairmos na rua principal do centro da cidade, que por sinal estava completamente vazia, o que era de se estranhar. Lembro-me que essa era uma das ruas mais movimentadas da cidade até mesmo na "calada da noite", era um grande ponto comercial - inclusive onde meu pai costumava trabalhar -, o ponto de lucro de Kamarugo. Dei de ombros, afinal, passaram-se dez anos mesmo.
Por fim, após alguns minutos, a noite chegou acompanhada de uma brisa gelada. Diminuí a velocidade, peguei meu casaco bege no banco de trás e cobri Claire com ele. Liguei os faróis e avistei em frente alguns rapazes que corriam de alguém ou algo, percebi que um deles fora pego por alguma coisa negra e sem forma, arregalei meus olhos e acelerei rapidamente.
- Onde estamos Hideki?
- Estamos perto, literalmente. - Respondi. Ela sorriu e apertou forte as margaridas em suas delicadas mãos, parecia estar ansiosa para ver seus pais e provavelmente os meus. Achei melhor não falar sobre o que eu acabara de ver há poucos segundos atrás, poderia assustá-la.
A rua estava coberta pelas flores de cerejeira, que obviamente vinham da única do bairro, a do quintal de Claire. Encostei meu carro na calçada, exatamente em frente à casa dos Kinoshita. Saímos do carro. Claro que não pude deixar de perceber a cerejeira. Ela balançava suavemente conforme o vento, estava até mais bela do que antes. Era bem chamativa e impossível de não roubar olhares.
- Sua cerejeira continua "de pé".
- Não consigo sentir o cheiro dela.
- Como não?
- Não sei, só não consigo. - Ficamos em silêncio por um tempo, enquanto eu olhava para ela um pouco surpreso. Ela possuía um olfato incrível e simplesmente não sentia o cheiro de sua árvore preferida. Sua ligação com as cerejeiras era forte demais, todos ficavam admirados com isso, diga-se de passagem. Talvez ela estivesse com o nariz entupido.
- Vamos ver sua mãe primeiro?-Perguntei para ela.
- Quero entregar as margaridas logo para sua mãe. - Me respondeu sorrindo, logo cruzando seu braço com o meu. Andamos alguns metros até a casa dos meus pais, no máximo dez, era do lado mesmo. Roubei-lhe um selinho e toquei a campainha. Não obtivemos resposta alguma, então toquei mais uma vez.
- Haruko! Atenda a porta, estou ocupado! - Pude ouvir meu pai berrando para minha mãe.
- Claro! Jogar Gô com seu amigo é mais importante! - Respondeu minha mãe extremamente nervosa. Pelo que eu me lembre, meu pai joga Gô com esse amigo desde que me conheço por gente. É um jogo muito complexo de estratégia, podendo levar até anos para o fim de uma partida, e era o que estava acontecendo por sinal.
- Mas é claro que é! - Retrucou meu pai.
- Como assim "mas é claro que é"?! Você deveria parar de ser um velho preguiçoso e...
- Parem vocês dois, eu atendo! - Interrompeu o amigo do meu pai. Seu nome era Shinzuki Kinomoto, era bastante conhecido na cidade, no estado e conseqüentemente no país. Ele sempre foi um homem extrovertido e gentil, apesar de sempre estar devendo dinheiro para alguém. Provavelmente devia até a cueca que usava. Isso que o deixava conhecido, entende? E ele não devia por que era desafortunado, muito pelo contrário, era rico. Era ganancioso e safado, como meu pai costumava dizer.
Eu e Claire estávamos rindo dos meus pais, sabíamos que apesar de sempre estarem discutindo por qualquer coisa eles eram apaixonados um pelo outro. Sempre após uma discussão os dois ficavam se paparicando, o que acabava causando enjôo para quem visse.
Shinzuki abriu a porta, nos encarou e imediatamente arregalou os olhos, fechando-a novamente.
- O que foi isso? - Me perguntou ela.
- Acho que Shinzuki ficou um pouco surpreso com nossa volta. - Respondi um pouco confuso.
Shinzuki abriu a porta novamente e ficou nos observando.
- São vocês mesmo?! - Perguntou ele com os olhos ainda arregalados, esfregando eles com uma mão para ter certeza de que não era apenas coisa de sua cabeça.
- Olá, Shinzuki! Há quanto tempo. - Me curvei e sorri para ele.
- Boa noite, Shinzuki-San! - Cumprimentou Claire.
- Oh, meus pequenos! São vocês mesmo! Vocês voltaram! - Abriu um largo sorriso e nos deu espaço para entrarmos - Entrem, entrem! Mas que surpresa!
Entrei em casa. No momento em que botei meu pé dentro dela eu me senti diferente, comecei a ter um momento de nostalgia e suspirei. Ela estava diferente, completamente reformada. Era bom estar em casa de novo. Tiramos nossos sapatos e fomos silenciosamente até a sala de estar, para fazer uma surpresa para os meus pais. Claire estava com a mão para trás escondendo as margaridas e então entramos na sala. Por incrível que pareça, os dois ainda estavam discutindo.
- Amanhã você vai arrumar aquele jardim! - Ordenou minha mãe para o meu pai.
- E por que você não faz isso? - Perguntou ele.
- Por que eu...
- Oi, mãe! Oi, pai! - Disse em um tom baixo, para que eles não se assustassem.
Eles imediatamente pararam de discutir e voltaram seus olhares para nós dois.
- Hideki! Claire! - Minha mãe veio correndo em minha direção com seus braços abertos e com os olhos cheios de lágrimas. Ela agarrou em meu pescoço e me encheu de beijos - Quanto tempo, meu filho! Que saudades eu estava de você! - Fiquei um pouco corado e retribui o abraço. Meu pai veio logo em seguida com aquele seu jeito durão de sempre e estendeu a mão para mim.
- Olá, meu filho. - Disse ele. Peguei em sua mão e assim ficamos nos olhando por um tempo. Ele sorriu e me puxou para os seus braços, me abraçando fortemente. - Nunca mais suma desse jeito, Hideki!
- Tudo bem, pai.
- Olá, Claire! - Minha mãe abraçou Claire e deu-lhe um beijo no rosto.
- Olá, senhora Matsumoto! - Sorriu ela, entregando-a as margaridas - São para a senhora, espero que goste!
- Como são lindas! Margaridas são minhas favoritas! - Agradeceu minha mãe - Vou colocá-las em meu quarto. - E lá foi ela até seu quarto, provavelmente colocar as margaridas em algum vaso com água. E enquanto isso, meu pai cumprimentava Claire. Shinzuki estava sentado à mesa, esperando meu pai terminar o momento familiar e voltar para a partida de Gô, apesar de ele estar quase dormindo sentado.
- E as coisas na cidade grande? - Perguntou meu pai.
- Estamos financeiramente bem, temos nossa casa própria próxima, os nossos trabalhos e um carro último modelo. - Respondi - Foi uma boa escolha termos ido tentar nossa vida lá, não temos do que reclamar.
- Estou muito orgulhoso de vocês, Hideki! - Sorriu ele, dando um leve tapa em meu ombro - Bem, vou voltar para minha partida de Gô. - Meu pai juntou-se à mesa com Shinzuki novamente e ambos continuaram a jogar, os dois não pronunciavam uma palavra sequer.
- Estranho seus pais terem me tratado bem. - Disse Claire bem baixinho para que não ouvissem.
- Kamarugo mudou, temos que nos acostumar com essas mudanças. - Sorri, abraçando-a.
- As flores ficaram lindas em meu quarto! Deu uma avivada no ambiente! - Voltou minha mãe repleta de felicidade.
- Que bom que a senhora gostou, Haruko-San! - Disse Claire.
- Vocês deram uma bela de uma reformada na casa. - Comentei
- Sim, a aposentadoria do seu pai está mais alta do que o salário dele de quando trabalhava. - Riu ela discretamente.
- Que bom, mãe. Vejo que vocês estão levando uma vida boa e feliz. Vocês estão num auto-astral incrível.
- Isso é verdade. - Sussurrou Claire. Dei um beliscão no braço dela disfarçadamente, minha mãe estava feliz, mas era bom não abusar tanto.
- Vamos visitar os pais de Claire agora e depois nós voltamos para passar a noite aqui.
- Tudo bem, meu filho. Não demore, o tempo está voando e eu estou morrendo de saudades de vocês.
- Ok, mãe! Até logo!
- Até daqui a pouco, senhora Matsumoto! - Despediu-se Claire.
- Até, meus queridos!
Colocamos nossos sapatos e saímos.
- Sua mãe com saudade de mim? - Perguntou Claire rindo.
- Ora, ela está muito feliz com minha volta, só está sendo simpática.
- Bem, é verdade.
Andamos em direção até a casa dos pais de Claire. Percebi que ela estava escura e velha, como se estivesse abandonada e estranhamente comecei a sentir uma dor no lado direito do peito. Ela percebeu.
- O que foi Hideki? Está se sentindo bem? – Perguntou preocupada, colocando a mão em meu rosto.
- Só estou cansado, meu amor. -Apertei meu peito para amenizar a dor e toquei a campainha da casa. Tocamos mais algumas vezes e nada - Acho que eles não estão Claire.
- Impossível, onde eles estariam?
- Podem estar viajando, é época de férias.
- Eles odeiam viajar, você sabe.
Toquei mais duas vezes a campainha e a porta se abriu, fazendo um barulho assustador, porém, estava vazia.
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Capítulo 2 - A estranha Manami-Senpai

O local era realmente maravilhoso. O campo florido da estradinha tinha continuidade atrás da floricultura e da casa, era uma vista belíssima. E para Claire aquele lugar possuía um perfume incrível. Apertei forte sua mão, entrelaçando-a com a minha e sorri, colocando a outra em meu bolso.
- Aposto que a flor preferida da sua mãe é margarida. – Disse Claire sorrindo – Me lembro de uma vez ela dizendo ao seu pai que as margaridas que ganhara da mãe haviam murchado, e parece que ela estava bem triste com isso.
- Poxa, quer ler minha mão também? – Soltei uma risada e Claire mostrou a língua.
Continuamos andando, a brisa do vento batia em nossos rostos esvoaçando nossos cabelos, como se estivesse nos acariciando.
Abri lentamente a porta de entrada da floricultura, um sininho soou para avisar que algum cliente havia chegado. Avistei Manami atrás de seu balcão, estava ajeitando as flores nas prateleiras e cantarolava uma música típica de nossa cidade. Ela parecia bem pálida e envelhecida, aparentava estar com aproximadamente oitenta anos.
- Manami-Senpai, há quanto tempo! – Disse isso um pouco alto para que ela pudesse me ouvir e sorri. Ela parou por um momento e voltou seu olhar para nós dois. Parecia que não estava acreditando no que estava vendo, deu a volta em seu balcão e estendeu suas mãos, como se quisesse dar um abraço em mim e em Claire.
- Oh, meu Deus! Não acredito como vocês cresceram! Continuam lindos e jovens. - Ela nos abraçou ao mesmo tempo e Claire sorriu, dando-lhe um beijo no rosto.
- A senhora continua aquela mulher com um cheirinho irresistível, Manami! – Elogiou Claire. Manami abaixou sua cabeça um pouco entristecida e logo olhou pela janela o lado de fora.
- Continuo com um “cheirinho irresistível”, mas estou velha desse jeito com apenas cinqüenta e três anos.
Ao Manami dizer sua idade eu me espantei, apertando suavemente a mão de Claire. A pele dela estava caída e enrugada, seus cabelos estavam grisalhos e seus olhos sem brilho algum. Como alguém com cinqüenta e três anos poderia estar nesse estado físico? Isso era praticamente impossível. Claire botou sua mão no rosto de Manami e ficou alisando-o por algum tempo. Claire também percebeu.
- O que trouxeram vocês até aqui, meus jovens? – Perguntou Manami afastando-se e voltando para trás de seu balcão.
- Bem, nós viemos compr...
- Viemos fazer uma visita a nossa querida Manami-Senpai. – Interrompeu-me Claire – Estamos passando nossas férias aqui em Kamarugo.
- As últimas visitas que recebi não foram nada agradáveis, parece que dessa vez será. – Manami pegou uma chave que estava sobre o balcão e sorriu para nós. – Vamos até minha casa, não seria correto receber visitas em uma floricultura velha.
- Tudo bem, obrigada! – Claire estranhamente aceitou o convite, mas eu estava pressentindo que algo de fora do comum estava acontecendo.
Manami abriu a porta dos fundos da floricultura que levava até sua casa. Começamos então a seguir uma pequena trilha que havia no meio de diversas cerejeiras e margaridas, Claire estava simplesmente amando o passeio, enquanto eu estava um pouco confuso.
- Precisamos mesmo ir até a casa de Manami? – Sussurrei para Claire, ela sorriu e balançou a cabeça positivamente.
- Sinto que tem algo acontecendo, ao tocar a pele de Manami eu senti uma profunda tristeza e arrependimento em seu coração, precisamos saber o que é. – Cochichou Claire em meu ouvido.
Claire havia percebido o mesmo que eu. Tentei relaxar um pouco e comecei a observar a paisagem, era realmente lindo, algumas cerejeiras já haviam dado frutos então tive uma pequena idéia.
- Manami, não seria muito incômodo eu lhe pegar emprestado algumas cerejas? – Perguntei com um largo sorriso.
- Ah, meu querido! Como desejar, elas são todas suas! – Permitiu ela.
- O que vai fazer com essas cerejas, Hideki?
- Não vou fazer nada, sua mãe quem vai. – Respondi Claire e logo lhe roubei um selinho.
Colhi então as que estavam mais próximas de mim, mais ou menos umas quinze cerejas, estavam todas vermelhas como uma rubi e pareciam estar saborosas. Manami, enquanto eu colhia, agachou-se e apanhou três margaridas, voltei meus olhos para aquela cena, ela pegou uma fita azul do bolso de sua camisa xadrez e envolveu-a nas três flores, dando um belo laço. Ela se aproximou de Claire e entregou para ela aquelas flores amarradas na fita.
- O que é isso? – Claire sentiu o cheiro das margaridas e sorriu. – Obrigada, Manami!
- Espero que a mãe de Hideki goste – Disse Manami virando-se de costas. – Minha casa é logo ali. – Continuou a andar.
Coloquei minha mão sobre o ombro de Claire e continuamos a seguir Manami um pouco surpresos. Como ela sabia que queríamos as margaridas para entregar à minha mãe? Mais dúvidas surgiram em minha mente, e supostamente na de Claire.
A casa possuia dois andares. Era imensa e tinha como cor principal o branco, havia uma varanda gigantesca na entrada. As janelas possuíam detalhes azul-marinho e dourado, assim como a porta principal. Na varanda uma pequena mesinha e algumas cadeiras, e uma samambaia pendurada na parede, a qual chamava muito a atenção, fora alguns pequenos vasinhos de flores pelo chão. Apenas por curiosidade olhei para cima, e em uma janela eu pude perceber a cortina balançar. A princípio não me importei muito, mas logo me lembrei que ela morava sozinha, afinal, perdera sua família. Talvez fosse minha imaginação, ou talvez tivesse mesmo alguém morando com ela. Mas quem?
- Não reparem a bagunça, não tive tempo de arrumá-la hoje. – Manami passou a chave na fechadura e abriu a porta. Ela sorriu e fez um gesto com sua mão para entrarmos. Enrolei meu braço na cintura de Claire e entrei com passos leves e tranqüilos na casa. A casa estava pesada, alguma coisa estava deixando-a pesada, e obviamente não era algo bom. Manami fechou a porta e colocou a chave em seu bolso da calça, retiramos nossos calçados e deixamos esses do lado da entrada em cima de um tapetinho bege.
O problema é que não tinha como não reparar a bagunça. O hall de entrada era grande, porém os móveis e os quadros estavam desalinhados. Os enfeites estavam espalhados pelo chão e no meio dele havia terra, assim como nas escadas, como se alguém tivesse subido elas com os pés sujos. Descrevi para Claire. Seguimos Manami até a cozinha e nos sentamos enquanto ela preparava um chá verde para tomarmos. A cozinha estava cheia de pó e de teias de aranha, os armários estavam desgastados e o fogão imundo. Não pensei que Manami fosse assim. Talvez não fosse, talvez se tornou assim há pouco tempo. Mas por quê?
- Faz tempo que não preparo um delicioso chá verde. – Comentou Manami. Eu e Claire sorrimos, ainda estávamos de mãos dadas, era uma cena totalmente comum.
- Obrigado, Manami-Senpai, mas estou com a barriga cheia, acho que nem um chazinho teria mais lugar em meu estômago. – Quando disse isso Claire meu deu uma cotovelada discretamente.
- Como você é grosseiro! – Me disse Claire com uma voz firme, um pouco constrangida pelo o que eu acabara de dizer.
- Mas eu...
- Tudo bem, Claire. Só estou fazendo um chá como uma boa anfitriã. – Manami sorriu, entregando a xícara de chá para Claire.
- Obrigada. – Agradeceu ela. Claire deu um gole no chá e colocou a xícara sobre a mesa. Eu estava impaciente, isso era visível, eu estava balançando minha perna como quem estava apertado para ir ao banheiro.
- Algo lhe incomoda, Hideki? – Perguntou-me Manami.
- Preciso ir ao banheiro. - Respondi um pouco tímido. Manami deu um sorriso estranho e seus olhos ficaram completamente pretos, como duas grandes jabuticabas. Se eu saísse dali para saber o que estava acontecendo Claire iria ficar sozinha com Manami na cozinha. Essa não é aquela senhora que eu conhecia há 10 anos, essa não era a Manami-Senpai. Ela sabia que eu percebera isso. Eu estava aterrorizado.
- Suba as escadas e vá até o fim do corredor. – Me informou ela. Logo seus olhos voltaram ao normal.
- Não demore, já está ficando tarde. – Me avisou Claire.
Apenas sorri. Confesso que eu estava um pouco hesitante em subir aquela escadaria cheia de terra e me deparar com alguma coisa lá em cima, sempre fui uma pessoa medrosa. Respirei fundo e coloquei lentamente meu pé no primeiro degrau, ele rangeu um pouco, devia ser uma escada antiga já, assim fui subindo devagar. Finalmente eu cheguei ao topo e o que eu vi foi um corredor escuro, com uma porta semi-aberta, a qual deixava escapar um pequeno feixe de luz.
- Eu não acredito, será que não tem luz esse corredor? – Perguntei baixinho para mim mesmo. Eu realmente estava assustado, a casa da Manami me dava calafrios, e ao dar meu primeiro passo a porta do quarto se fechou devagar, como se alguém tivesse feito isso. Comecei a caminhar pelo corredor até chegar naquela porta, a qual eu pensava ser o banheiro conforme me disse Manami. A cada passo que eu dava em direção a ela, meu corpo ficava mais pesado e minha cabeça girava. Já estava apoiando uma mão na parede para manter o meu equilíbrio. Ao ficar em frente do cômodo, coloquei minha mão na maçaneta da porta, porém a tirei rapidamente com um pequeno gemido por que parecia estar pegando fogo. Cobri minha mão com a camisa e a abri num piscar de olhos. Prefiria nunca ter feito isso. Assim que a abri eu vi que aquele lugar não era um banheiro e sim um quarto, porém ele não estava vazio, havia terra por todos os lados, diversas pegadas pelo chão e marcas de mãos pelas paredes. Acompanhei as pegadas dentro do quarto até uma outra porta, era um closet, e dentro desse haviam seis pessoas. Seis pessoas familiares. Seis pessoas em fase de putrefação. E atrás delas estava a senhora misteriosa que eu vira antes na cidade, sua pele pálida e seus olhos vermelhos me encaravam com ódio e logo aqueles seis zumbis avançaram para cima de mim. Dei um grito e coloquei meu braço em frente ao rosto, pude perceber que nada aconteceu. Assim que abri meus olhos simplesmente não havia ninguém ali, estiquei minha cabeça para ver o quarto e nada. Aliás, ele estava limpo e impecável, não havia terra nem bagunça nenhuma. Me joguei de joelhos no chão e suspirei aliviado, dei alguns tapas no meu rosto e me levantei novamente.
- Hideki! Vamos embora, está tarde e ainda nem fomos visitar sua mãe! – Pude ouvir Claire me gritando lá do hall.
Desci as escadas rapidamente, meu coração estava acelerado. Manami estava olhando para mim um pouco desconfiada e sorriu de lado, ela virou para a porta e tirou a chave de seu bolso, abrindo-a com ela. Ajudei Claire a colocar seus sapatos e depois coloquei os meus.
- Vou acompanhar vocês até lá na frente. – Disse Manami.
- Tudo bem. – Respondi.
Saímos da casa, assim como saiu de mim aquele peso todo, realmente era aquele lugar. Fomos seguindo a mesma trilha em silêncio até a porta dos fundos da floricultura, Manami a abriu e então entramos nela, para assim realmente irmos embora.
- Bem, vou deixar 15 dólares pelas margaridas. – Falei já tirando minha carteira do bolso e pegando o dinheiro.
- 15 dólares, Hideki? Manami foi muito gentil conosco.
- Tudo bem, 25 dólares está bom? – Perguntei a Manami
- Está ótimo, são muito generosos. – Agradeceu ela pegando levemente o dinheiro de minha mão.
- Obrigada, Manami, foi ótimo poder te reencontrar! – Claire abraçou Manami. Ela realmente gostava muito dela, as duas tinham a mesma fascinação por botânica então isso facilitava muito a relação delas. Me despedi apenas com um beijo em seu rosto e sorri.
- Até mais, crianças! Tomem cuidado e aproveitem a viagem. – Manami deu um breve aceno com aquele sorriso lindo que ela tinha.
- Até mais, Manami-Senpai! – Acenei para ela e saímos pela porta. Envolvi meu braço no pescoço de Claire e a acompanhei até nossa BMW 93 prateada, abri a porta para ela e a ajudei entrar. Dei a volta no carro, entrando no mesmo em seguida. Ela percebeu que eu estava meio eufórico.
- Descobriu alguma coisa? – Perguntou-me ela colocando sua mão em minha perna.
- Não descobri nada. Mas eu vi coisas horríveis, não sei o que está acontecendo. – Respondi tirando a chave do carro do meu bolso e ligando-o.
- O que você viu, Hideki? – Perguntou surpresa.
- Eu acho que estou cansado demais.
- O que você viu? - Perguntou ela novamente e com mais firmeza.
- Eu entrei naquele maldito quarto e ele estava coberto de terra. Haviam pegadas no chão que levavam até um closet e lá dentro estavam seis cadáveres e... - Eu não contara para Claire da velha, e algo me disse para eu não contar. Não por enquanto.
- E...?
- Eles pareciam Raiden e os cinco filhos de Manami que morreram, Claire. Eles avançaram pra cima de mim, e quando abri meus olhos de novo eles não estavam mais lá e tudo estava limpo, sem sinal de terra. - Claire ficou em silêncio.
- Manami está estranha. Ela parece arrependida, triste... Eu quero saber o que está acontecendo. Ela não é...
-... A Manami que conhecemos. – Completei a frase dela e dei ré, virando o carro e assim pegando a estradinha. Ao bater meu olho no retrovisor pude ver uma figura vestida de preto em frente à porta da floricultura de Manami, e para meu espanto, era a mesma senhora misteriosa. Eu não estava sonhando acordado, eu tenho certeza disso. Alguma coisa estava acontecendo.
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Introdução

Me chamo Hideki Matsumoto, nasci no interior da Califórnia em 21 de Abril de 1960, atualmente estou com 50 anos. Minha vida sempre foi muito conturbada e nunca tive a oportunidade de ser uma "pessoa normal". Minha família sempre foi muito rígida e com costumes primitivos. Para se ter uma ideia, eu era terminantemente proibido de sair na rua e brincar com os meninos da mesma idade que eu. Portanto sempre tive uma vida solitária, exceto na escola que sempre tive colegas. Minha mãe dizia que eu possuía um futuro de muitas responsabilidades, e por isso não deveria me distrair com coisas inúteis. Isso até eu conhecer Claire Kinoshita, uma garota que se mudou para a casa ao lado da minha, ela era uma menina bem reservada e não falava muito, sempre quis criar uma amizade com ela, mas eu era bastante tímido para isso. Outra que meus pais comentavam: "Esses novos vizinhos vão apenas nos trazer problemas, Hideki não deve se aproximar daquela casa". Então eu subia em uma laranjeira -escondido- que meu pai tinha no quintal, e ficava observando ela brincando com suas bonecas, com seus pais ou até mesmo dormindo encostada em uma cerejeira, essa última cena me arrancava suspiros, o contraste da árvore com a pele de Claire era belíssimo, as flores que caiam dela e que tocavam suavemente seu corpo pareciam se tornar mais belas e vivas.
Certa vez, enquanto eu estudava ciências, meus ouvidos captaram alguns gritos que pareciam vir da casa de Claire, fiquei assustado, mas mesmo assim tentei me concentrar. Porém as coisas pareciam estar ficando a cada segundo mais fora de controle, e imediatamente deixei meu caderno e meu lápis sobre a mesinha e fui para o meu quintal. Escalei a laranjeira e pude ter a certeza de que os gritos vinham de lá. Eram os pais dela e mais alguém, era uma discussão sobre a segurança e o bem-estar de Claire. Minha mãe se aproximou mais da cerca que separava nossas casas e segurou ela com suas mãos, erguendo a cabeça com dificuldade. E eu por um descuido caí da árvore e cortei minha perna em um galho. Nisso, uma luz explodiu para fora da casa deles. Como eu estava estirado no chão, apenas observei ela passando por cima de mim e logo em seguida desmaiei.
Minha avó paterna, atualmente falecida, era uma grande enfermeira por isso foi ela a primeira pessoa a quem meu pai recorreu para cuidar de minha grave ferida. Ela era uma senhora muito gentil e dócil, era muito pequena, ainda possuia cabelos escuros e seus olhos eram verdes, sua pele era desenhada com linhas finas e fundas, cada uma delas registravam sua história ao longo dos seus anos. Minha avó era uma verdadeira batalhadora, o único problema dela era sua fascinação por gatos, qualquer felino abandonado em esquinas e ruas, principalmente os feridos, eram pegos para serem paparicados e entupidos de comidas, por isso eram todos obesos. E para ajudar, eu tinha alergia aos pelos que soltavam.
Com essa ferida passei uma semana em sua casa, tratado a base de leite, biscoitos e sopa de algas. Mas eu só conseguia pensar no que poderia ter acontecido com Claire e com seus pais, nem me importava de colocar aquelas algas nojentas em minha boca.
Finalmente eu havia voltado para minha casa. Pulei a cerca que separava a dela da minha. Meus olhos inquietos procuravam por ela, meus pés amassavam com força a grama do quintal e as flores de cerejeira estendidas pela extensão do chão, foi quando a vi sentada em uma cadeira branca de costas para mim, ela estava mais quieta do que o comum. Meus dedos tocaram em seu ombro e isso fez ela se virar. Estranhamente, seus dois olhos estavam tapados com gazes, manchadas de sangue. Sua visão fora embora.

Capítulo 1 - Kamarugo, 1993
Kamarugo, localizada no interior do estado da Califórnia, é um tipo de colônia japonesa, ou melhor, era, com uma vasta área verde, contando com uma imensa cachoeira no início da cidade, e com apenas dez mil habitantes, sendo esses 75% descendentes de orientais, melhor dizendo, de japoneses. Era para lá que eu e minha mulher, Claire Kinoshita, estávamos indo passar nossas férias de verão. Nossas famílias e amigos viviam lá. Já não os víamos há quase dez anos, pois fomos à cidade grande em busca de condições financeiras melhores. Minha mãe e meu pai nunca aceitaram direito meu casamento com Claire, por ela possuir uma deficiência visual, cuja chamam de cegueira. Mas a cada dia que se passava eu me via mais apaixonado e responsável por esta mulher, e não importava o que diziam e pensavam sobre nós dois.
Ainda estávamos na estrada a caminho de Kamarugo, já podia ver as cerejeiras ocupando os dois lados da pista movimentando-se de um lado para o outro conforme o vento batia nas mesmas, esbocei um sorriso no canto de meus lábios e diminui a velocidade do carro, para que Claire sentisse melhor o cheiro delas. Ela abriu seus olhos e desencostou sua cabeça da janela, sorrindo levemente:
- Já estamos chegando, não estamos? – Me perguntou – Sim, estamos... Já posso sentir o cheiro delas. – Me disse sem ao menos me deixar responder. Claire era extremamente apaixonada por botânica, conhecia diversas espécies de árvores e plantas, isso me impressionava muito e conhecia mais do que ninguém o cheiro de cada uma delas, seu olfato era extremamente aguçado. Sua árvore preferida era a cerejeira. Quando ainda éramos apenas duas crianças inocentes, eu podia ver Claire, do quintal de minha casa, brincando com seus pais ao redor da cerejeira imensa e magnífica, e assim que ela dava frutos, Claire os colhia junta de seu pai para que sua mãe fizesse aquele bolo de cereja que era famoso na cidade inteira.
- Você é mesmo boa nisso, hem?! – disse brincando. – Assim não tem graça! – deixei escapar uma risadinha, e logo dei-lhe um beijo no rosto.
- Sou uma pessoa abençoada por Deus, perdi minha visão, mas em compensação tenho um olfato e uma audição excelente, capaz de saber que já chegamos só de ouvir o som das águas da cachoeira se chocando contra o rio Nigiasy. – Me disse com um largo sorriso em seu rosto, logo botei minha mão sobre seu joelho esquerdo e apertei-o levemente. Sim, eu não estava conseguindo ainda ouvir o som da cachoeira, mas Claire já havia escutado, isso significava que estávamos perto de Kamarugo.
Assim que chegamos, parecia que os olhares de todos haviam voltado para nós dois. Comecei a diminuir a velocidade aos poucos, eu estava extremamente impressionado com a mudança que ocorrera naquela cidade em apenas dez anos, fora que as ruas de lá são realmente estreitas.
- A cidade realmente mudou, mas as ruas continuam a mesma coisa! – Claire riu baixinho, ela nem ligava mais para esses meus ataques de nervos repentinos.
- Por favor, Hideki, me diz como está Kamarugo, faz anos que não vejo a beleza de nossa cidade! – Claire me pediu isso dando um leve suspiro. Olhei para ela um pouco entristecido, e encostei o carro do lado da calçada, desligando-o em seguida. Me aproximei um pouco mais dela e passei meus dedos entre seus fios de cabelo, esse tinha uma beleza e um brilho descomunal, eram negros como o céu da meia-noite. Voltei meu olhar para fora e passei um braço por trás de Claire, envolvendo-a nele e encostando seu corpo no meu.
- O chão está praticamente coberto pelas flores de cerejeiras que ainda estão cobertas pelo orvalho da manhã. – Como Claire havia me pedido, comecei a descrever como estava nossa cidade naquele momento. – As crianças brincam pelas largas calçadas sem preocupações alguma, deixando essas para os seus pais que trabalham dando suas próprias vidas para sustentar o lar. O céu está com uma cor azul vibrante sem ao menos um vestígio sequer de nuvem, tendo nele um sol dourado e brilhante feito ouro iluminando e dando vida a cada centímetro de Kamarugo. As... - Parei por um momento ao perceber que uma estranha senhora de aproximadamente setenta anos nos observava ao longe, ela vestia um sobretudo preto que cobria todo o seu corpo, seu cabelo estava preso em um coque e era claro como a neve. Senti uma pressão um tanto forte em meu peito e fechei meus olhos, e ao abrir novamente pude perceber que aquela mulher não estava mais lá.
- O que foi, Hideki? Por que parou? – Perguntou-me Claire um pouco confusa.
- Não é nada, apenas não me senti bem por um momento, a viagem foi muito exaustiva. – Dei-lhe um beijo no topo da cabeça e a soltei de meu braço. Liguei o carro novamente e continuei o caminho numa velocidade baixa, admirando a paisagem da cidade. Pelo que eu me lembrava, já estávamos perto da casa dos meus pais.
- Bem, não se esqueça de passar em alguma floricultura antes, preciso agradar sua mãe, você sabe como ela me ama. – Me avisou Claire ironicamente.
- Eu sei, meu bem. Se não me falha a memória, logo em frente tem a floricultura da Manami-Senpai, isso se ela ainda estiver viva. – Soltei uma breve risada, e Claire logo deu um tapa em meu braço.
- Que horror! Ela não é tão velha assim, e a propósito, é uma senhora muito bondosa. Pessoas bondosas e honestas vivem por mais tempo. – Claire cruzou seus braços e riu baixinho, não agüentou segurar.
Manami-Senpai era uma senhora que colhia suas próprias flores em seu imenso jardim e as comercializava, inclusive para outras cidades. Apesar de sempre estar com um sorriso estampado em seu rosto, Manami era uma mulher que passou por episódios horríveis, como por exemplo, a perda de seus filhos e marido num acidente há muitos anos atrás. Dizem que Raiden, marido de Manami, e seus cinco filhos estavam a caminho da Cidade Grande para comercializarem as flores que ela havia colhido. Mas eles realmente não sabiam o que estava por vir naquele instante: uma tempestade tremendamente violenta, que até hoje é considerada uma das mais fortes nos últimos vinte anos aqui em Kamarugo. Assim que ela teve início, o cavalo que movia a carroça entrou em desespero e ficou impossível de ser controlado, ele corria completamente sem direção, até que... Raiden e seus filhos foram engolidos por um precipício. Ao saber dessa terrível tragédia, Manami-Senpai afastou-se das vendas por alguns meses, inclusive da cidade, ninguém mais a via direito. Mas após esse período ela reapareceu mais feliz do que nunca, como se nunca nada tivesse acontecido.
Logo em frente havia uma estradinha de terra que levava até a casa e a floricultura de Manami, e após algumas manobras, entrei com meu carro nela. Assim como as ruas da cidade, a estradinha era estreita, porém, do lado direito dela tinha um vasto campo com diversos tipos de flores, de uma simples rosa até a tulipa mais rara. Claire inspirou fundo para apreciar o aroma que aquelas flores exalavam.
- Que perfume! Não é à toa que as flores de Manami-Senpai são transportadas para outras cidades. – Disse Claire impressionada.
- Tem razão. – Respondi sorrindo. – Bem, chegamos! – Estacionei o carro em frente a floricultura e dei a volta nele para chegar do outro lado. Abri a porta para Claire e segurei levemente sua mão, ajudando-a a sair.

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Seu primeiro álbum foi High Voltage, de 1975. Antes disso, a banda passou por várias mudanças de alinhamento estabilizando-se apenas em 1977, o que prejudicou um pouco o grupo. Dois anos se passaram, e a banda gravou o seu sétimo álbum, o bem sucedido Highway to Hell. E após o sucesso, começam a surgir as conseqûencias. No ano seguinte, em 19 de Fevereiro de 1980, o vocalista e compositor Bon Scott faleceu após consumir excessivamente álcool.















Isso fez com que o grupo se separasse por algum tempo, mas como estavam no auge da fama rapidamente Brian Johnson tomou o lugar de Bon. Mas o que fez mesmo o sucesso do AC/DC subir loucamente foi o álbum Back in Black, lançado no final de 1980. Com mais de 49 milhões de cópias vendidas até hoje. É considerado o álbum de rock mais vendido, e o álbum mais vendido da história perdendo apenas para Thriller de Michael Jackson.
















Após a saída do baterista Phil Rudd, em 1983, a popularidade da banda caiu. O que gerou sérios problemas para eles, como as fracas vendas de seus álbuns. Após sofrerem por onze anos, Phil Rudd volta à banda em 1994, já contribuindo para o lançamento do próximo álbum: Ballbreaker.
Os anos foram se passando, novos álbuns foram sendo lançados, e sua popularidade e fama foram se reerguendo. AC/DC ficou em quarto lugar na lista dos " 100 Maiores Artistas de Hard Rock " e foram considerados pela MTV a 7ª " Maior Banda de Heavy Metal de Todos os Tempos" e em 2004, a banda ficou em 72º na lista dos "100 Maiores Artistas de Todos os Tempos " feita pela revista Rolling Stone.
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Em 1973, em Sydney - Austrália, nasceu umas das bandas de rock mais famosas do mundo: AC/DC. Cujo nome surgiu através de um aspirador de pó, idéia sugerida pela irmã caçula de Angus e Malcolm Young, onde a expressão AC/DC encontrava-se atrás do aspirador.
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O que eles não sabiam era que esse símbolo também servia para designar pessoas bissexuais. Assim, vários clubes gays começaram a contratar a banda em vão, achando que se tratava de um grupo de ... ahm ... homossexuais. Muitos classificam a banda como hard rock, e considerada uma das mais pioneiras do heavy metal. Mas os próprios integrantes a classificam como rock and roll.


A primeira apresentação da banda ocorreu em 1973 em uma clube chamado "Chequers" em Sydney. E mais tarde assinaram um contrato com a Albert Productions. Durante os anos, os integrantes da AC/DC mudaram frequentemente, e o primeiro a ser demitido dela foi Colin Burguess, e vários baixistas e bateristas passaram pela banda durante 1974.





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