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Um dia ensolarado, porém com uma temperatura amena. Estávamos todos exaustos com tantas provas e não aguentávamos ficar mais um minuto se quer naquela sala abafada- tínhamos acabado de fazer uma prova de matemática sobre a Fórmula de Bhaskara -. Nossa professora de artes, Márcia Xsimzato, entrou na sala com aquele sorriso de como quem não têm problemas na vida, e sentou-se em sua mesa colocando sua bolsa e livros sobre a mesma. Como todos nós não aguentamos tamanha felicidade dela, logo começamos a reclamar: Mas que saco, essa professora é muito lesada. (-Q) Começamos então a conversar e rir, não ligando para ela... Afinal, sabíamos que não levaríamos bronca. Mas para a surpresa de todos, nossa querida professora japonesa/coreana/chinesa (etc) levantou-se rapidamente dando um forte tapa em seus livros e nos deu uma bronca ferrada que creio que todos jamais esquecerão. Foi aí que calamos a boca, e começamos a copiar a lição da lousa. Ela estava passando um trecho do livro: " Frankenstein, de Mary Shelley ". Ao terminar de passar, começou a nos explicar o que era para ser feito... Era para continuármos o trecho do livro da forma que quiséssemos. Mas com um porém: deveria ter alguma situação trágica. Você poderia escrever que algum personagem foi abduzido por um ET, devorado por um babuíno ( Assim como a Natiely fez. LOL ), ou simplesmente que ele já estava morto há três ano e não sabia *Trilha sonora do Halloween (piada interna) *.
Logo pensei:
Mas que falta do que fazer. Voltei a conversar, conversinhas paralelas ( frase de professora ), desconcentrando todos ao meu redor.Me mandaram calar a boca. Então me isolei num cantinho escuro e empoeirado. Não. Comecei a
escrever também. E por incrível que pareça, eu me empolguei... Não parava de escrever, ideias vinham, ideias iam. Não deu tempo de terminar na sala, e assim que cheguei em casa entrei no word, e comecei a escrever loucamente. Salivando, e dando risadas maléficas (-Q).
É, ficou grande. Grande para um simples trabalhinho
bobo de sala de aula.
Se você está curioso, confira:



# Frankenstein de Mary Shelley – Pequeno trecho
[...] A tragédia acontecera nas circunstânci
as mais horríveis e, segundo meu pai, nada fazia prever que um dia tão perfeito terminasse daquele jeito. Por sugestão de Elizabeth, tinham ido todos a um passeio em Plainplais, o bosque à beira do lago de Genebra. A tarde estava linda e amena, e o passeio se prolongou. De noitinha, quando decidiram voltar, meu pai e Elizabeth deram pela falta de Ernest e William. Sentaram-se num banco do jardim e esperaram que eles voltassem. Meia hora depois, Ernest apareceu sozinho.* Em seu rosto, havia uma expressão de medo e culpa. Elizabeth pegou nos ombros de Ernest e o chacoalhou para ver se o garoto reagia de alguma forma. Ernest apenas envolveu seus braços na cintura de sua madrasta, encostando sua cabeça no colo da mesma. Essa encostou seus volumosos e vermelhos lábios em seu ouvido e sussurrou:
- O que houve Ernest? - O garoto voltou seu olhar para o de Elizabeth, e respondeu:
- Aquele homem... Ele... Pegou William e eu... Eu simplesmente não pude fazer nada! - Ernest apertou-a em seus braços com mais força e começou a chorar. Elizabeth alisou carinhosamente a cabeça do jovem, e pediu explicações mais objetivas.
Ele soltou-se dos braços de sua madrasta e sentou-se numa cadeira próxima, colocando suas mãos sobre as pernas e apertando sua calça entre os dedos. Em seguida, começou a contar o que acontecera:
- Estávamos à beira do lago pegando algumas pedrinhas brilhantes que tinham ali, mais como uma recordação do passeio, quando sentimos a prese
nça de mais alguém no local... - Engoliu seco e enxugou uma lágrima que escapou ligeiramente de seu olho, e continuou - William virou-se para ver quem era e ficou estático, assim como eu. Deparamos-nos com uma imensa figura a nossa frente, não podíamos ver detalhes daquele homem, pois estava muito escuro. Mas deveria ter aproximadamente dois metros e meio de altura. Aquele ser exalava um odor insuportável, como se estivesse apodrecendo. Não tivemos tempo de reagir, aquele homem pegou William rapidamente por debaixo de seus braços e o jogou no lago dando um forte grito. Logo depois voltou seu olhar a mim, seus olhos eram vermelhos escarlates e brilharam devido à luz da lua, não pensou duas vezes e veio em minha direção, e por sorte consegui escapar. – Todos permaneceram em silêncio com os olhos estalados. Ernest apoiou sua cabeça em suas duas mãos e deu um forte suspiro. Meu pai levantou-se rapidamente da cadeira, fazendo a mesma cair para trás e saiu correndo em direção ao lago. Elizabeth foi atrás segurando os cabelos, pois estava ventando muito forte, de um dia lindo e ensolarado, aquele se tornou um dia frio e triste. Meu pai tirou seus sapatos às pressas e mergulhou no lago, fazendo espirrar um pouco de água em Elizabeth:
- Eu vou procurar ajuda! – Gritou ela para que ele pudesse ouvir, e saiu correndo em meio às arvores, deveria ter um guarda-florestal por perto ou a
té mesmo uma estrada movimentada.
Logo, avistou um chalé, agora estava com mais esperanças. Aproximou-se daquela, e observou que havia uma placa em cima da porta dizendo: Guarda-Florestal. Sem pensar duas vezes, começou a bater suas duas mãos contra a porta:
- Por favor, me ajuda! Abra a porta! – Continuava a bater na mesma, deixando suas mãos avermelhadas e doloridas.
Percebeu que alguém estava destrancando a porta e logo parou. Um rapaz de uniforme e chapéu bege abriu a porta com uma espingarda em mãos:
- O que aconteceu, minha senhora?! Algum animal lhe... – Antes que pudesse terminar de falar, Elizabeth o interrompeu.
- Me ajuda! O meu enteado... Um homem o atirou no lago, e ele está desaparecido agora! – Elizabeth estava completamente ofegante. – Não sabe
mos se ele conseguiu se salvar ou se continua submerso!
O homem rapidamente a puxou pela mão, fazendo-a entrar no chalé. Ele fechou a porta, e chamou resgates pelo seu rádio. Elizabeth sentou-se em uma cadeira que ficava ao lado de uma pequena janela:

- Os resgates estão vindo, acalme-se! Não vou deixar a senhora sair até chegarem, você está muito eufórica. – Disse ele pegando um charuto em seu bolso, e acendendo-o no fogão que estava ao seu lado.
Alguns minutos se passaram, e pode se ouvir as sirenes das ambulâncias e viaturas. Era o resgate. Elizabeth deu um pulo da cadeira, e saiu correndo para fora. Fez um gesto com seus dois braços para que os bombeiros e policiais a vissem. E assim foi. Eles se aproximaram dela, e logo ela contou tudo, levando-os até o local, no caso: o lago.
Chegando, Elizabeth viu meu pai sentando à beira do la
go com suas pernas dentro do mesmo, ele estava cabisbaixo e chorando. Os policiais e bombeiros começaram suas investigações, enquanto Elizabeth se aproximava de meu pai até encostar sua mão no ombro do mesmo:
- Não o achou? – Perguntou em um tom baixo para que
só ele pudesse ouvir.
- Não... – Respondeu ele se levantando e observando os bombeiros à procura de meu irmão William.
Elizabeth o abraçou com força, logo encostando seus lábios nos dele. Os dois se sentaram encostados em uma árvore, cobertos pela jaqueta de meu pai, e acabaram adormecendo. Algumas horas se passaram, até que:
- Acordem! Acordem! – Um bombeiro os chamava num tom animado, continuando logo em seguida – Achamos o seu filho!
Meu pai e Elizabeth se levantaram rapidamente avistando William logo em frente, enrolado em uma toalha e completamente trêmulo:
- Will, Will! – Gritava o meu pai enquanto corria em sua
direção. – Você está bem, meu filho? – O envolveu em seus braços e beijou o topo de sua cabeça. William o abraçou assustado e começou a chorar tanto de felicidade quanto de medo.
- Bem... Seu filho não estava no lago, estava no alto de uma árvore. Disse que estava se escondendo de um homem gigante, mas logo esse foi pego por um rapaz vestido de branco. – Comentou o policial logo dando um sorriso e se afastando, para que eles tivessem um momento a sós. Meu pai acenou como forma de agradecimento e Elizabeth envolveu os dois em seus braços. Ernest corria em direção aos três com um vasto sorriso em seu rosto. Por detrás das árvores, lá estavam eles, o monstro e o doutor Frankenstein. Aliás, você deve estar se perguntando: Quem é esse monstro, e quem é o doutor Frankenstein? Bem, vamos começar desde o princípio...



* Esse é o trecho que ela passou na lousa, o restou foi escrito por mim.

Até mais, queridos! E comentem... (:

One Response so far.

  1. ahha amei,nossa primeiro coment.eu lia ahistóri ade um monte de gente,em uma o willian quebrou os 2 braços a perna esquerda e 3 costelas,meio louco.e prefiro naão comentar sobre a do cruz.